Você sabe o que é um “açougue” vegetariano?

(Foto: Reprodução)

As pessoas vegetarianas ou veganas não consomem carne e, em alguns casos, produtos derivados de animais, a fim de preservar a vida animal. Pensando nisso, surgiram no mercado internacional os “açougues” vegetarianos – empresas especializadas em criar alimentos com aparência e sabor similares ao de “carnes”, como o bacon e o rosbife, a partir de ingredientes vegetais e o melhor: sem machucar os animais.

O fazendeiro holandês Jaap Korteweg criou o primeiro estabelecimento do ramo, na cidade Haia, na Holanda, em 2010. Administrado pelo chef Maarten Kleizen, o empreendimento tem como objetivo fornecer às pessoas carnívoras e vegetarianas opções saudáveis de alimentação, mas com o mesmo sabor que um prato a base de carne ou frango.

Segundo o canadense Toni Ambramson, cofundador do YamChops, em Toronto, a ideia é que as pessoas apreciem tanto os sabores, que não pensem que estão consumindo alimentos veganos. Além de oferecer carnes a base de proteína vegetal, o YamChops também possui uma mercearia vegana, sucos orgânicos e refeições completas.

Outra iniciativa similar é o Herbivorous Butcher, localizado na cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos. Segundo a cofundadora Aubry Walch, o conceito do empreendimento surgiu quando o seu irmão brincou que iria começar a “carnificina vegana” durante uma refeição e o sucesso foi inesperado.

“Em nosso primeiro dia na feira dos produtores locais, nós não esperávamos vender nada”, contou Aubry. “Nós pensávamos que seria um desastre, mas queríamos tentar de qualquer maneira. É uma causa extremamente importante. Surpreendentemente, no primeiro dia, nós vendemos tudo”.

O termo ainda é questionado por diversos consumidores, mas tanto Kleizen, quanto Ambramson e Walch afirmam que o nome “açougue vegetariano” é só para causar impacto e curiosidade nos consumidores, já que o conceito lembra vacas. “Nosso nome é algo apenas para chocar, mas há um fundo de verdade aí, pois usamos ingredientes vegetarianos para reproduzir o sabor, a textura e o formato de receitas carnívoras”, disse Kleizen.

A iniciativa ainda não chegou ao Brasil.

** Com informações da Agência de Notícias de Direitos Animais e do UOL.