Marca confecciona ecobags com fibras da Amazônia

(Foto: Divulgação)

As ecobags ou sacolas ecológicas têm ganhado cada vez mais adeptos e formas, tendência que mostra que a moda e o meio ambiente podem andar de mãos dadas, além de trazer benefícios para toda a sociedade.

Estes produtos são confeccionados a partir de fibras naturais extraídas do meio ambiente. Uma das mais utilizadas é a Juta, uma planta introduzida no Brasil pelos japoneses no início do século XX e que se tornou uma das principais fontes de renda das populações ribeirinhas na Amazônia.

Em um primeiro momento, as fibras foram utilizadas para produzir sacos de cereais. Sendo introduzidas, posteriormente, na confecção de telas, cordas, forração de tapetes e em combinação com outros tecidos, ganhando espaço no mercado de produtos ecológicos.

No Brasil, uma das empresas que utiliza a Juta da Amazônia como matéria-prima é a Ecobags Brasil, marca que produz ecobags, embalagens e acessórios para empresas. O objetivo é apresentar esta fibra para o mercado corporativo, a fim de estimular o marketing sustentável e conscientizar sobre os seus benefícios sociais e ambientais.

Comprometida com a proteção da Floresta Amazônica e o desenvolvimento socioambiental e sustentável da região, a Ecobags Brasil trabalha em parceria com a Companhia Têxtil de Castanhal, que compra a fibra – gerando renda para mais de 15 mil famílias ribeirinha – e a transforma em tecido.

A Juta

Também produzida em larga escala em Bangladesh e na Índia, a Juta é plantada no Brasil nas várzeas dos rios Solimões e Amazonas – áreas em que a cheia dos rios impede o crescimento natural da floresta – no início do período de seca pelas comunidades ribeirinhas. Quatro meses depois, pouco antes da cheia, as plantas são coletadas.

Morador ribeirinho coletando a Juta (Foto: Divulgação)
Morador ribeirinho coletando Juta (Foto: Divulgação)

Após a colheita, os caules são cortados e submersos em água estagnada por um período de até 25 dias para serem amolecidos. Após este tempo, a casca se solta das hastes, e as fibras são extraídas sem que se rompam, sendo submetidas a uma nova lavagem e colocadas para secar.

Quando as fibras estão secas são vendidas para a indústria, que a transformará em tecido utilizando aditivos orgânicos e óleos vegetais. Desta forma, quando o produto é descartado, ele se decompõe totalmente em menos de um ano, sem deixar qualquer resíduo ou prejudicar o meio ambiente. Atualmente mais de 200 mil famílias trabalham no plantio, colheita, fiação e tecelagem de tecido feito com a Juta.

Para mais informações sobre a Ecobags Brasil, acesse: www.ecobagsbrasil.eco.br

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Luciana Almeida é jornalista, apaixonada pelo seu país e que aprendeu que sustentabilidade e mudança climática não são uma bobagem. Feminista, pesquisa sobre direitos das mulheres e luta pelo fim do machismo. Tudo isso, sem deixar o chocolate e a música de lado.