Conheça a Caatinga

(Foto: Pixabay)

Neste domingo (08), é celebrado o Dia do Nordestino, a data homenageia a diversidade cultural e folclórica típica do Nordeste do Brasil. A região enfrenta a pior seca da história, que já persiste por seis anos.

O clima semiárido é característico da Caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro. Também chamado de sertão, agreste, cariri, seridó, entre outros, o ecossistema nordestino possui vegetação sem folhas e troncos de árvores esbranquiçados e secos, e apresenta uma rica biodiversidade, tanto da fauna, quanto da flora.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Caatinga possui uma variedade biológica que não existe em outra região do planeta. Atualmente, o bioma abriga mais de 1 milhão de espécies de animais – entre mamíferos, peixes, répteis, anfíbios e aves – e 932 espécies de plantas, como a arara-azul-de-lear.

A sua paisagem é tão diversa, que diferentes ecossistemas podem ser distinguidos de acordo com os índices pluviométricos, de fertilidade e tipos de solo e de relevo. Um exemplo é a divisão entre sertão e agreste. Enquanto este é uma faixa de transição entre o interior seco da Caatinga e a Mata Atlântica, aquele apresenta uma vegetação mais rústica.

Apesar da sua exclusividade, a ação humana e atividades predatórias estão colocando em risco a Caatinga. De acordo com dados do Ibama, 80% do ecossistema original já foram alterados em decorrência de processos humanos e 46% da área do bioma já foram desmatados.

Atualmente, a Caatinga ocupa 10% do território brasileiro, o equivalente a mais de 840 mil km², espalhados por 10 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais.

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