Ação humana acelera extinção em massa de animais

(Foto: Pixabay)

Os seres humanos estão causando a maior extinção em massa de animais desde o desaparecimento dos dinossauros há 66 milhões de anos, aponta um novo estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

De acordo com o estudo, aproximadamente, 200 espécies de vertebrados foram extintas nos últimos 100 anos, o equivalente a perda de duas espécies por ano. Mais da metade do número de animais que existiam há 40 anos, não existe mais, provocado pela perda de habitat, a alta exploração ambiental, organismos invasores, a poluição e as mudanças climáticas.

“O tamanho da população e os encolhimentos de escala equivalem a uma erosão maciça da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos essenciais para a civilização. Esta “aniquilação biológica” sublinha a seriedade para a humanidade de que a sexta extinção em massa da Terra está em curso”, afirmam os pesquisadores.

O levantamento mapeou 27.600 espécies de pássaros, anfíbios, mamíferos e répteis entre 1900 e 2015, que representam metade de todas as espécies de vertebrados terrestres. Deste número, mais de 30% das espécies tiveram a sua população e o tamanho do seu habitat reduzidos. Dos 177 mamíferos analisados detalhadamente, todos perderam 30% ou mais do seu alcance geográfico e mais de 40% das espécies perderam mais de 80% do habitat.

“Essa perda de populações e espécies reflete nossa falta de empatia com todas as espécies selvagens que têm nos acompanhado desde a nossa origem. É o prelúdio para o desaparecimento de muitas outras espécies e o declínio de sistemas naturais que fazem a civilização possível”, disse Gerardo Ceballos, da Universidade Autônoma Nacional do México e coautor da pesquisa, ao jornal O Globo.

A ausência de determinadas espécies do meio ambiente influencia diretamente o cotidiano dos seres humanos. Segundo o coautor do estudo, Paul Ehrlich, a perda de populações de pássaros, morcegos e insetos, por exemplo, faz com que a agricultura não tenha agentes naturais para controlar as pestes.

O estudo está disponível na íntegra no site da Proceedings of the National Academy of Sciences.

** Com informações do jornal O Globo

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