Justiça Federal retoma processo criminal de acusados pelo rompimento da barragem de Fundão

(Foto: Christophe Simon/ AFP)

Nesta segunda-feira (13), a Justiça Federal em Ponte Nova (MG) determinou a continuação do processo criminal que acusa 22 pessoas e as empresas Samarco, Vale, BHP Billiton e VogBR de crimes ambientais e homicídios pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

O processo estava suspenso desde julho, após a defesa do diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, e do diretor-geral de operações, Kleber Terra, alegar que as escutas telefônicas usadas no processo eram ilícitas.

O juiz federal Jacques de Queiroz avaliou que não há “qualquer dispositivo que imponha nulidade nestes casos” e indeferiu o pedido da defesa, informou o Ministério Público Federal de Minas Gerais (MPF-MG).

Em relação aos diálogos transcritos de chats/e-mails corporativos, o juiz considerou a prova inválida e determinou seu desentranhamento do processo. Segundo o MPF, o juiz entendeu que “a Samarco não poderia ter entregado o material voluntariamente, porque, segundo ele, constitui invasão de privacidade dos funcionários da empresa”.

A barragem de Fundão da Samarco, em Mariana (MG), se rompeu no dia 05 de novembro de 2015, causando a morte de 19 pessoas e danos materiais e ambientais em uma extensão de 663 km até chegar ao mar do Espírito Santo.

** com informações do G1

COMPARTILHAR
Organics News Brasil / Estilo de viver sustentável.