Confira as repercussões da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris

(Foto: Reprodução/ Google)

Nesta quinta-feira (01), o presidente americano Donald Trump confirmou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris. Apesar de alguns elogios feitos a decisão, líderes ao redor do mundo expressaram a sua decepção.

Confira abaixo algumas das repercussões:

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lamentou. “Ainda que este governo tenha se unido a um pequeno grupo de países que ignoram o futuro, confio nos nossos estados, empresas e cidades que darão um passo a frente e farão ainda mais para liderar o caminho”, disse.

Para o ex-Vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, a saída do Acordo de Paris é uma ação imprudente e indefensível, contamina o posicionamento dos EUA no mundo e ameaça a habilidade humana de resolver a questão climática neste momento.

Porém Al Gore está otimista de que a população americana irá mostrar o caminho. “Líderes civis, prefeitos, governadores, CEOs, investidores e a maioria da comunidade empresarial enfrentarão esse desafio. Estamos no meio de uma revolução de energia limpa que nenhuma pessoa ou grupo pode parar. A decisão do presidente Trump está profundamente em conflito com o que a maioria dos americanos quer de nosso presidente. Mas, não importa o que ele faça, asseguraremos que a nossa inevitável transição para uma economia de energia limpa continua”, diz o ex-vice-presidente.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a decisão dos EUA é uma “grande decepção para os esforços globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover a segurança global”.

O governo brasileiro também se mostrou decepcionado. Em nota conjunta, o Itamaraty e Ministério do Meio Ambiente afirmaram: “Preocupa-nos o impacto negativo de tal decisão no diálogo e cooperação multilaterais para o enfrentamento de desafios globais”.

“O Brasil continua comprometido com o esforço global de combate à mudança do clima e com a implementação do Acordo de Paris. O combate à mudança do clima é processo irreversível, inadiável e compatível com o crescimento econômico, em que se vislumbram oportunidades para promover o desenvolvimento sustentável e para novos ganhos em setores de vanguarda tecnológica”, diz a nota.

A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, disse: “Lamento a decisão do presidente estadounidense”, disse, e pediu que prossiga “a política climática que preserva a nossa Terra”.

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Luciana Almeida é jornalista, apaixonada pelo seu país e que aprendeu que sustentabilidade e mudança climática não são uma bobagem. Tudo isso, sem deixar o chocolate e a música de lado.