Acordo de Paris na marca do pênalti: G7 pressiona EUA para permanecer no tratado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro com o presidente da França, Emmanuel Macron. (Foto: REUTERS/ Jonathan Ernst)

Nesta sexta-feira (26), tem início na cidade de Taormina, na Itália, a reunião do G7, que reúne os líderes das sete maiores economias desenvolvidas do mundo – Alemanha, Canadá, França, Itália, EUA, Japão e Reino Unido.

A expectativa da conferência é a participação pela primeira vez do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da França, Emmanuel Macron. Porém todas as atenções estarão voltadas para o líder americano.

Os chefes de Estado esperam saber mais sobre as medidas que Trump irá tomar, principalmente, em relação ao aquecimento global e a permanência dos Estados Unidos no Acordo de Paris – tratado internacional que visa combater o aquecimento do planeta e as mudanças climáticas.

O presidente americano, que acredita que as mudanças climáticas não sejam causadas pelas ações do ser humano, prometeu que retiraria o país do acordo internacional e desmantelaria a Agência de Proteção Ambiental, a EPA, caso fosse eleito.

Em menos de 100 dias, Trump mostrou que suas intenções eram sérias, ao nomear o republicano Scott Pruitt para comandar a EPA, reduzir a verba destinada ao órgão ambiental e assinar ordens executivas que invalidam leis de combate ao aquecimento global. Porém a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris ainda está pendente.

A decisão, que deveria ter acontecido no dia 09 de maio, foi adiada devido a “conflitos de agenda” e será tomada após a reunião do G7 – oportunidade que os líderes de estado esperavam para convencer Trump que os Estados Unidos devem permanecer no Acordo.

O primeiro a abrir o caminho da conversa foi o Papa Francisco. Em reunião com o presidente americano na quarta-feira (24), o pontífice pediu a Trump que permaneça no tratado e ofereceu de presente uma cópia da encíclica papal, que alerta sobre os impactos da mudança climática.

Os chefes de Estado também se manifestaram a favor da permanência americana e afirmaram que independente do posicionamento dos EUA, sua posição será mantida.

A chanceler alemã, Angela Merkel, por exemplo, reforçou que a Alemanha vai reduzir as emissões de gases pelo efeito estufa.“Vou tentar convencer os céticos”, afirmou.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também tentará convencer Trump, segundo um diplomata

“O que está em jogo é ser firme sobre o Acordo de Paris. Não queremos que os EUA se retirem, pois seria um sinal muito ruim e levaria outros a saírem”, disse um diplomata francês.

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Luciana Almeida é jornalista, apaixonada pelo seu país e que aprendeu que sustentabilidade e mudança climática não são uma bobagem. Tudo isso, sem deixar o chocolate e a música de lado.